13.7.09

 

A minha mãe tem um amigo de longa data, que acho que a própria já perdeu a conta às décadas que o conhece... Foram amigos e colegas de trabalho.

Há quase dois anos, o amigo dela, o J., reformou-se e a minha mãe seguiu-lhe o exemplo um ano depois.

Porém, as suas vidas acabaram por seguir rumos diferentes.

Hoje a minha mãe é uma mulher ainda mais feliz, aproveitando o que a vida ainda lhe tem para oferecer, passeando sozinha, passeando com as amigas, rindo e dando grandes gargalhadas, arranjando novos amigos.

O J. teve uma notícia muito má pouco depois de se reformar. Tinha cancro no estômago. No ano passado, ele foi operado e tem sido sujeito a quimioterapia, segundo soube.

A minha mãe já não o via há quase meio ano e eu já não o via há mais. Foi um choque ver um homem cheio de vida, que me picava sempre que me via, que brincava comigo, quase sem forças para dar um passo em frente, sem cabelo e sem sobrancelhas. Um homem que outrora fora minimamente elegante, agora com uma barriga enorme, potenciada uma infecção no fígado, devido à operação que fez anteriormente e que tem que a aguentar, porque não pode tão cedo voltar a ser operado...

 

Sinceramente, custou-me a reconhecê-lo e inicialmente pensei que fosse simplesmente um doente que a minha mãe tivesse conhecido enquanto trabalhou no hospital. Mas depois de perto vi bem que era o J. O meu próprio estômago deu voltas, ficou com vários nós, perdendo a sede e a fome, revoltada, pensando porque é que isto tem que acontecer.

 

A nós, amigos de pessoas doentes, podemos apenas dar uma palavra reconfortante, mesmo sabendo que, por vezes, é insignificante, pois não chega...

 

Estou triste, muito triste mesmo...

 

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 18:47  opina à-vontade

20.6.09

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark),
serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia)
e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL!

 

Vale a pena pensar nisto...

 

link do postescrito por anid, às 13:24  opina à-vontade

17.6.09

É uma grande questão para mim. Ou pelo menos era até hoje.

Sempre disse que preferia trabalhar com homens, muitas mulheres juntas são faísca e normalmente da grossa. Já trabalhei num espaço só com mulheres e então tenho isso como exemplo.

Agora trabalho num grupo grande, em que as mulheres contam-se pelos dedos e os homens são às dezenas.

E, finalmente, hoje cheguei a uma grande conclusão (após convivência e conversas com outras pessoas): trabalhar só com mulheres é mau ou só com homens é bom, é uma ideia pré-concebida errada. Os homens conseguem ser tão más-línguas como as mulheres.

Portanto, o que interessa mesmo é a personalidade de cada um, como nos adaptamos à forma de eles trabalharem e eles se adaptam à nossa.

 

link do postescrito por anid, às 18:54  opina à-vontade

11.3.09

A pergunta que realmente se coloca é como é possível que alguém que procura uma vida melhor em Portugal tem orgulho no presidente do seu país, Angola.

 

Por mim falo, se emigrasse, não iria de certeza ter orgulho num governo que me 'obrigou' a sair da minha terra natal para poder trabalhar e comer...

 

link do postescrito por anid, às 13:33  opina à-vontade

30.1.09

Ontem foi um dia negro neste início do ano: por causa desta crise que se impôs, várias empresas por todo o mundo encetaram um despedimento em massa.

 

Parece-me que o resto do mundo optou pelo estilo de vida de Portugal: o negativismo e a falta de esperança que tudo melhore imperam agora.

 

Acho que entramos num tal ciclo vicioso, que a crise neste momento está pautada pelos despedimentos, mas é esta suposta crise que obriga os empregadores a despedirem as pessoas...

 

 

link do postescrito por anid, às 13:16  opina à-vontade

22.12.08

... e anseio-a porque é uma oportunidade para reunir a família, primos especialmente com quem costumo falar pelo messenger (ah, que boas são as novas tecnologias...).

 

Bem, mas o mais 'chato' é ver que os canais de televisão continuam todos os anos a fazer os eternos 'Natal dos hospitais', sem trazerem nada de novo. Não digo que a intenção não seja boa, mas...

 

A questão que coloco é realmente se estes momentos de tanta caridade, de tanta bondade, de tanta preocupação, com as pessoas acamadas, com os meninos doentes, com os meninos e meninas pobres de África são suficientes para colmatar a ausência destes actos durante o resto do ano. Ou será que as pessoas só estão doentes e são pobres nesta altura?

link do postescrito por anid, às 16:17  opina à-vontade

10.12.08

A ida a uma entrevista, após um ano no desemprego, já não é novidade nenhuma para mim e se antes me sentia nervosa, hoje é apenas uma ligeira comichão no estômago.

 

As bofetadas já foram tantas, que o entusiasmo de alguém me ligar a dizer para ir a uma entrevista já não é nenhum. 'Que bom, vou a mais uma entrevista...', penso.

 

Já desisti de dizer que tenho algo marcado aos meus pais. Pois se eu já perdi essa sensação, eles ficam esperançados a cada ida e depois muito desiludidos com cada nega.

 

É desesperante que ao fim de tantos envios de currículos e de meia dúzia de entrevistas, continue desempregada.

 

Hoje fui a uma entrevista através de uma empresa de trabalho temporário. É certo que o que a senhora disse é verdade, que pouco mais do que o ordenado mínimo para uma pessoa que vive em Gaia e tem que ir trabalhar para o Freixieiro (Matosinhos/Maia, Est. Nac. 107) não é fácil. Mas senti que fui perder o meu tempo. Então se tinham o meu contacto móvel, é porque tinham os meus dados e se à partida isso seria um elemento eliminatório (nota: morar mais ou menos longe), mais valia nem sequer me terem chamado...

 

Amanhã tenho mais uma entrevista. Veremos se vou sair de lá tão frustrada como hoje.

 

Se não recebesse hoje um casal amigo em casa, apenas me apetecia fechar no quarto às escuras e ficar lá a lamentar-me...

link do postescrito por anid, às 18:58  opina à-vontade

5.12.08

... damos conta que simplesmente não abrimos a boca para falar. Ou em último caso, sendo o desespero tanto, começamos a falar sozinhos.

 

Será considerado diálogo???

link do postescrito por anid, às 00:09  opina à-vontade

26.11.08

Depois daquela ironia sobre os seis meses sem democracia, a Dra. Ferreira Leite vem agora prometer que vai baixar os impostos se for primeira-ministra...

 

Haja imaginação naquela cabeça...

link do postescrito por anid, às 18:47  opina à-vontade

20.11.08

Às vezes penso que já não há solução para esta vida de infortúnio como desempregada, pois tal como eu, há várias pessoas e andamos todas à procura do mesmo: uma oportunidade de poder trabalhar, de poder mostrar as nossas capacidades laborais, de poder ajudar no sustento da casa.

 

Às vezes apetece-me fechar os olhos para que por breves instantes este imbróglio que sinto no estômago se desvaneça. Mas não e isso que faz desaparecer os problemas, a ansiedade regressa sempre.

 

Às vezes tenho medo que por estar tanto tempo sem trabalhar, não seja capaz de me adaptar à realidade laboral - apesar da vontade de me inserir, de me tornar um pessoa em mínimas condições financeiras - ser muita. Tenho receio que o que digo ser capaz de fazer nas entrevistas se revele como uma premissa falsa e depois tudo se volte a desmoronar.

 

Às vezes... Não, nos últimos tempos tem-me perseguido uma falta de entusiasmo quando vejo um anuncio em que as minhas capacidades - reais ou não - são compatíveis, já não sinto entusiasmo quando me telefonam a marcar uma entrevista.

 

Às vezes... Sempre que saio de uma entrevista sinto-me deprimida. Não sei explicar muito bem, mas acho que a esperança que me acompanhava desapareceu e a única coisa que me resta é a motivação de pensar que a mina vida não seja apenas estar no desemprego. É algo mais...

 

Às vezes apetece-me mandar tudo para aquele sítio e fugir, fugir para bem longe, na ilusão que nesse outro sítio tudo vai ser diferente, tudo vai ser conforme eu desejo.

 

Às vezes...

link do postescrito por anid, às 12:32  opina à-vontade


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